Arquivo de 17 de Novembro de 2006

Para empresas, banda larga é vital como água, diz Unctad

BBC Brasil

O acesso à internet de banda larga tornou-se para uma empresa um recurso tão vital quanto serviços como água e luz, afirma um relatório da Unctad (Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento) divulgado nesta quinta-feira.

“A banda larga dá os benefícios integrais da internet”, afirma um dos autores do relatório, Angel Gonzalez Sanz, em entrevista à BBC Brasil. “Com banda larga, você interage com o cliente de uma forma mais eficiente e mais rápida”, exemplificou.

Segundo a Unctad, a conclusão é preocupante para países em desenvolvimento, onde a banda larga é em geral cara e representa uma minoria dos acessos em comparação com a internet discada.

De acordo com o relatório, a diferença no acesso à banda larga revela uma nova dimensão da chamada divisão digital existente entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento.

“Em países ricos, os assinantes de banda larga aumentaram em quase 15% no segundo semestre de 2005, alcançando 158 milhões de pessoas”, diz o relatório, que destaca o aumento no número de empresas com acesso à internet rápida.

A Unctad se baseia em dados de 2005, ano em que 63% das empresas da União Européia tinham internet de banda larga, enquanto que 80 de um grupo de 151 países em desenvolvimento nem tinham estatísticas sobre o assunto.

Para a organização, a competição entre os provedores do serviço (e a queda dos preços decorrente dessa competição) e a existência de uma infra-estrutura adequada constituem os dois principais fatores que explicam a disseminação da banda larga nos países desenvolvidos.

Impacto econômico

Segundo a Unctad, o menor acesso à banda larga faz com que os países em desenvolvimento saiam perdendo, por exemplo, em comércio - que, nos países desenvolvidos, vem sendo feito cada vez mais via internet.

“Para se tornarem mais competitivos na economia mundial e estimularem o crescimento econômico, os países em desenvolvimento claramente precisam ter melhor acesso à banda larga”, afirma a entidade, que estima que o acesso ao tipo mais rápido de conexão à rede possa gerar bilhões de dólares à economia de um país anualmente.

O relatório também associa o uso das tecnologias de informação, cujo benefício máximo seria obtido com o uso da banda larga, ao aumento de produtividade.

“Há um número cada vez maior de sinais em países desenvolvidos e em desenvolvimento de que a adoção de tecnologias de informação e comunicação (ICT, na sigla em inglês) por empresas ajuda a acelerar o crescimento da produtividade, que é essencial para sustentar a geração de renda e emprego”, afirma a Unctad.

ICT é o nome dado a tecnologias usadas no processamento de informações, ou seja, para armazenar, converter e transmitir dados via computador.

Segundo a entidade, essas tecnologias são ainda mais úteis em países em desenvolvimento, que poderiam ajudá-los a melhorar a sua competitividade no mundo.

Para Angel Sanz, o Brasil está bem colocado em relação a outros países da América Latina, destacando-se no uso de serviços bancários on line, nos sites governamentais (e serviços oferecidos por eles) e em setores específicos como o automotivo - embora, neste caso, as transações se dêem mais entre fornecedores do que em vendas ao consumidor final.

Mas, ainda na avaliação do especialista da Unctad, o país sai perdendo, por exemplo, para a Índia, que se destaca na indústria de tecnologia da informação.

Sanz ressalta, entretanto, que o fato de o país ter o inglês como língua oficial lhe dá uma vantagem “muito importante” em relação ao Brasil.

Adicionar comentário 17 de Novembro de 2006 às 08:55 admin

Acesso a banda larga no Brasil está próximo de desenvolvidos

BBC Brasil

As empresas brasileiras estão próximas das suas concorrentes em países desenvolvidos no que diz respeito ao acesso à internet em banda larga.

Pelo menos 58% das empresas do país com mais de dez funcionários usam internet rápida, de acordo com dados de 2005 do Ministério da Ciência e da Tecnologia. Nos países desenvolvidos, esse índice é de 63%, segundo a Unctad (Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento).

O dado consta de um relatório divulgado nesta quinta-feira, que define o acesso à banda larga para empresas como tão vital quanto serviços como água e luz.

“Com banda larga, você interage com o cliente de uma forma mais eficiente e mais rápida”, afirma um dos autores do relatório, Angel Gonzalez Sanz, em entrevista à BBC Brasil.

De acordo com o relatório, a diferença no acesso à banda larga revela uma nova dimensão da chamada divisão digital existente entre países desenvolvidos e nações em desenvolvimento.

Sem restrição no tipo de acesso, o total de empresas conectadas à internet sobre para 96,26%, segundo dados do ministério.

Domicílios

Se as empresas brasileiras parecem estar praticamente em pé de igualdade com as do exterior, as estatísticas sobre domicílios deixam claro que a divisão digital também afeta o Brasil.

Os dados gerais da Unctad, que incluem empresas e domicílios, indicam que a taxa de penetração da internet no Brasil era de apenas 19,5% em 2005 - embora a própria entidade cite dados do governo brasileiro que indicam que 24,4% da população tinha acesso à internet em casa ou no trabalho.

“O problema número 1 na América Latina, e certamente no Brasil, é a desigualdade”, afirma Sanz.

“Quando você observa os dados, percebe que a penetração da internet nas camadas sociais mais altas é equivalente aos países desenvolvidos”, diz o especialista, acrescentando que a taxa cai drasticamente nas camadas mais pobres.

Ainda assim, o país está relativamente bem colocado na comparação com outros países em desenvolvimento.

Segundo a Unctad, 80 de um grupo de 151 países em desenvolvimento nem tinham estatísticas sobre o acesso de empresas à internet em banda larga. Entre os 71 que forneceram os dados, 48 tinham taxas de penetração inferiores a 2,9%.

Comércio

A entidade diz ainda que o menor acesso à banda larga faz com que os países em desenvolvimento saiam perdendo, por exemplo, em comércio - que, nos países desenvolvidos, vem sendo feito cada vez mais via internet.

“Para se tornarem mais competitivos na economia mundial e estimularem o crescimento econômico, os países em desenvolvimento claramente precisam ter melhor acesso à banda larga”, afirma a entidade, que estima que o acesso ao tipo mais rápido de conexão à rede possa gerar bilhões de dólares à economia de um país anualmente.

O relatório também associa o uso das tecnologias de informação, cujo benefício máximo seria obtido com o uso da banda larga, ao aumento de produtividade.

“Há um número cada vez maior de sinais em países desenvolvidos e em desenvolvimento de que a adoção de tecnologias de informação e comunicação (ICT, na sigla em inglês) por empresas ajuda a acelerar o crescimento da produtividade, que é essencial para sustentar a geração de renda e emprego”, afirma a Unctad.

ICT é o nome dado a tecnologias usadas no processamento de informações, ou seja, para armazenar, converter e transmitir dados via computador.

Segundo a entidade, o uso dessas tecnologias é ainda mais útil em países em desenvolvimento, que poderiam melhorar a sua competitividade no mundo.

Para Angel Sanz, o Brasil está bem colocado em relação a outros países da América Latina, destacando-se no uso de serviços bancários on line, nos sites governamentais (e serviços oferecidos por eles) e em setores específicos como o automotivo - embora, neste caso, as transações se dêem mais entre fornecedores do que em vendas ao consumidor final.

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Unctad adverte contra excesso de regulamentação da internet

BBC Brasil

Qualquer tentativa de regulamentar a internet deve respeitar as noções legais e políticas vigentes na vida fora da rede, afirma a Unctad (Conferência da ONU sobre Comércio e Desenvolvimento) em um relatório divulgado nesta quinta-feira.

“Toda regulamentação abrangente da internet deve ser muito próxima das noções existentes e aceitas da teoria legal e política em uso. Nesse sentido, redesenhar políticas e regulamentações para muitas atividades que em algum grau migraram para a internet pode ser ineficiente”, diz o relatório.

Um dos autores do documento, Angel Gonzalez Sanz, disse à BBC Brasil que muitas vezes os governos tentam encontrar “soluções rápidas, que se revelam ineficientes”.

Sanz e a Unctad defendem que as leis devem respeitar a estrutura “em camadas” da rede, que eles vêem dividida em sete níveis – desde a camada dos cabos e fios, passando pela dos softwares até a camada do conteúdo.

De acordo com o documento, “quanto maior o número de camadas afetadas, pior a regulamentação”.

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado adiou a votação de uma polêmica proposta de regulamentação que prevê a obrigatoriedade de cadastro de todos os usuários e obriga provedores de acesso à internet a manter registro de todas as conexões realizadas por, pelo menos, três anos. Vários senadores pediram mais tempo para estudar a proposta

Leia mais: Para empresas, banda larga é vital como água, diz Unctad

Brasil

A Unctad sugere que algum grau de regulamentação é necessário, ao dizer que os governos não podem mais deixar a internet como está. “A sociedade está indo para a internet e com ela também vai a necessidade de organizá-la e governá-la”, afirma o relatório.

Sanz não quis comentar os detalhes do projeto em tramitação no Congresso, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), mas disse, que em geral, quando o objetivo é impedir crimes eletrônicos, o controle deveria ser feito na ponta do conteúdo, e não do acesso.

“Se nós estamos falando de fraudes, você provavelmente deveria se aproximar da camada do contéudo”, disse Sanz.

Ele diz entender a reação negativa à idéia da identificação obrigatória. “Essa cena (que está ocorrendo no Brasil) é familiar. Há sempre uma resistência daqueles que se preocupam com a violação da privacidade. É uma preocupação bastante razoável”.

Segundo Sanz, também é normal, nas tentativas de regulamentar a rede, exigir dos provedores alguma responsabilidade pela manutenção das informações sobre as transações passadas.

Ele ressalta, porém, que, ao tornar a retenção de dados obrigatória, é preciso assegurar a proteção desses dados, proibindo, por exemplo, a sua retransmissão a partes não autorizadas.

“É preciso encontrar o equilíbrio entre segurança e privacidade”, diz Sanz.

O especialista diz que o Brasil não é o único país a estudar um sistema de identificação dos usuários para aumentar a segurança na rede. Segundo Sanz, na Europa, por causa da preocupação com o terrorismo, há países considerando medidas do gênero.

Angel Sanz cita o caso da Espanha, onde a idéia de instituir uma espécie de cartão de identificação eletrônica para cada usuário teria sido bem aceita. “O importante é a forma de colocar (os controles) em prática. Cada país vai avaliar o que considera aceitável”, diz.

Quanto à possibilidade de criminosos de burlar a obrigatoriedade da identificação - argumento usado por críticos do projeto - Sanz diz que, como no mundo offline, qualquer regulamentação pode ser “contornada”. Segundo ele, a eficácia do sistema vai depender do seu grau de sofisticação.

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